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Educação financeira: dicas para colocar em prática

 
Educação financeira: dicas para colocar em prática 

O que é educação financeira?

O conceito de educação financeira está relacionado à compreensão sobre poupança e investimentos. Quando a gente entende como esses produtos funcionam, consegue fazer escolhas mais acertadas para nosso bem-estar. Nós administramos melhor o dinheiro, usamos os recursos na hora certa e aproveitamos as boas oportunidades do mercado.

Para tanto, é necessário desenvolver algumas competências específicas. Existem materiais didáticos e cursos que ensinam os iniciantes a economizar dinheiro. Também há formações em tópicos mais avançados, como aplicações e outras formas de conquistar o crescimento financeiro.

Quais são os objetivos da educação financeira?

O grande objetivo é empoderar as pessoas financeiramente. Isso porque gente que sabe gastar contribui para uma economia mais saudável.

Por exemplo, o consumidor com noções básicas de educação financeira só compra o que pode pagar. Assim ele não contrai dívidas altas nem arrisca ficar inadimplente.

Com baixos níveis de inadimplência no país, fica mais fácil obter crédito no sistema bancário. Então esse aporte pode ser usado para o pequeno produtor investir em novos negócios, gerando mais empregos e renda. Ou seja: a roda econômica gira e todos saem ganhando.

Como economizar dinheiro?

A regra de ouro da educação financeira é simples: nunca gaste mais do que você arrecada. Ou seja, o padrão de vida deve ser compatível com sua renda.

Existem várias táticas para economizar. Por exemplo, cozinhe no domingo e armazene pequenas porções no congelador. Você terá comida para a semana inteira sem gastar gás todo dia.

Outra dica é comprar à vista. Quem se perde nas parcelas acaba gastando demais.

Ainda, dentro de seus limites orçamentários, separe pelo menos 10% do salário para a poupança. Faça de conta que é uma despesa fixa, como o boleto de água ou luz. Em pouco tempo você terá uma bela quantia.

Faça o planejamento financeiro

Não se assuste: planejamento financeiro é a coisa mais simples do mundo. Quer ver? Quanto você ganha? Suponha que sua renda mensal é de R$ 2.500,00. Assim sendo, quanto deve ser a sua despesa?

Não, ela não pode ser de R$ 2.500,00. O que acontecerá quando houver um imprevisto? E se você decidir fazer um financiamento no banco ou na cooperativa de crédito para comprar uma máquina para aumentar a produtividade da sua plantação? Onde você vai incluir as parcelas do financiamento?

As suas despesas devem ser sempre menores que as suas receitas. Se você tiver uma despesa de somente R$ 1.200,00, tanto melhor. Sobram R$ 1.300,00 para você bancar investimentos e guardar dinheiro para não ser pego de surpresa por qualquer eventualidade.

Se sua receita é irregular, faça uma estimativa de ganhos anuais. Se sua estimativa de ganhos é de R$ 60 mil anuais, a despesa anual deve ficar o mais abaixo disso possível.

O importante é que a estimativa de ganhos anuais seja realista. Na verdade, o bom planejamento financeiro é pessimista. Quanto mais pessimista for a previsão, menor o risco de você comprometer um dinheiro que não tem com despesas que não poderá pagar.

Tenha uma reserva financeira de emergência

Você deve começar suas economias pela reserva de emergência. Essa é uma aplicação que serve, justamente, para cobrir os gastos imprevistos sobre os quais falamos na dica anterior.

Especialistas em educação financeira afirmam ser necessário guardar, pelo menos, o equivalente a seis meses de salário. Essa quantia será suficiente para você manter o seu padrão de vida por um período, caso perca sua fonte de renda. Mas óbvio que, quanto mais gorda a reserva, melhor!

Lembre-se de escolher um produto financeiro com liquidez imediata. Isso significa que vai dar para resgatar o dinheiro a qualquer momento, assim que você precisar. A caderneta de poupança ainda é a opção mais popular entre os brasileiros que guardam grana, mas também existem outras aplicações mais rentáveis e igualmente seguras. Os fundos de renda fixa são uma alternativa.

Invista

Quando você fizer sua escala de prioridades, depois dos gastos indispensáveis coloque os investimentos. Investimento é tudo aquilo que você adquire para aumentar seus ganhos.

Quando você faz um curso profissionalizante, está investindo. O mesmo acontece quando você compra um novo equipamento para aumentar a produção ou quando faz uma aplicação no sistema financeiro.

Qualquer gasto que não dará um retorno no futuro não é considerado investimento. Portanto, sempre que puder, invista. A melhor forma de usar seu dinheiro não é consumindo, mas investindo no futuro.

Não quer dizer que você não possa consumir nunca, pois trabalhamos para usufruir do dinheiro, correto? Trata-se, apenas, de estabelecer uma hierarquia de prioridades.

Portanto, adotando as lições de educação financeira pessoal em sua vida, não demorará muito para perceber como ela pode ser melhor sem a pressão das dívidas, sem dinheiro faltando no final do mês e com as aplicações financeiras fazendo seu patrimônio crescer.

Realizar

Finalmente, quando você sabe onde está gastando e como usa o dinheiro, pode pôr seu planejamento financeiro em prática. Isso significa basicamente cumprir as metas estabelecidas.

A ideia é gastar menos? Então corte as despesas possíveis para poupar sem sacrifícios. Acha melhor investir? Pois comece a alocar seus recursos em aplicações rentáveis.

Claro que a realização não vem de uma hora para outra. Em épocas de inflação alta, o orçamento familiar fica apertado mesmo, o que dificulta equilibrar as contas.

De qualquer modo, os quatro pilares da educação financeira existem para ensinar as pessoas a construírem uma relação mais saudável com o dinheiro. Não se trata de enriquecer rapidamente, mas, sim, de adotar bons hábitos para a vida inteira.

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